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Monday, December 11, 2006

A Moeda


O escudo ($) foi a ultima moeda portuguesa antes do euro (€). O euro apareceu no início de 2002.
No reinado de D. Duarte apareceu o meio-escudo de ouro.
O real é dividido em 100 partes iguais, chamados centavos que correspondem, quer no valor, quer no peso de ouro fino á moeda de 1 000 reis.
Depois de 1914, através da Primeira Guerra Mundial gerou-se uma crise e houve uma descida muito grande no valor da nota (escudo-papel) atingindo uma menor correspondência em ouro, em Julho de 1924.

O Hino

Antes de existir o nosso hino existiram outros hinos.
O hino da monarquia era conhecido como ”Hino da Carta”, ou seja da Carta Constitucional, mas também existiu o “Hino Patriótico”.
O hino que conhecemos foi oficializado em 1911, após a Implantação da Republica.
A música foi escrita por Alfredo Keil e a letra por Henrique Lopes de Mendonça, ainda antes da revolução.
O hino que conhecemos hoje chama-se “A portuguesa”

A Portuguesa
Heróis do mar, nobre Povo.
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Refrão: Às armas, às armas
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas
Pela Pátria lutar,
Contra os canhões marchar, marchar!
A música original tinha mais duas partes que foram tiradas em 1957, achava-se que ficava muito comprido e difícil de decorar. O resto era:
IIDesfralda a invicta Bandeira,À luz viva do teu céu!Brade a Europa à terra inteiraPortugal não pereceu.Beija o solo teu jucundoO oceano, a rugir d'amor,E o teu braço vencedorDeu mundos novos ao Mundo!(Refrão) IIISaudai o Sol que despontaSobre um ridente porvir;Seja o eco duma afrontaO sinal de ressurgir.Raios dessa aurora forteSão como beijos de mãe,Que nos guardam, nos sustêmContra as injúrias da sorte., depois de ouvido o hino do seu país.

O hino canta-se em cerimónias nacionais, civis e militares. Quando temos de saudar oficialmente, um chefe de estado estrangeiro.

A implantação da república


Desde a sua fundação, Portugal, foi sempre uma monarquia. Quando o Rei morria o filho mais velho é que ficava com o seu lugar.
As pessoas foram-se revoltando para conseguir acabar com a monarquia, como nos outros países da Europa.
Em 5 de Outubro de 1910 a Republica foi proclamada em Lisboa nos Paços do Concelho (Câmara Municipal). A partir desta data, este dia passou a ser feriado.
O último rei foi D. Manuel II que partiu para Inglaterra levando a família Real.
O primeiro presidente de Portugal foi Manuel de Arriaga e Teófilo Braga foi presidente do governo provisório até as eleições.

A morte do príncipe herdeiro

O texto que acompanhava esta imagem era este:
«Em 31 de Janeiro de 1891, no Porto, rebenta o primeiro movimento revolucionário de carácter republicano, que as forças monárquicas conseguem asfixiar. A 1 de Fevereiro de 1908, escreve-se uma página negra na nossa História: D. Carlos e D. Luís Filipe são barbaramente assassinados, no Terreiro do Paço, quando regressavam de Vila Viçosa.»
O Regicídio deu-se em 1 de Fevereiro de 1908.

Os Dias de 2 a 5 de Outubro

No dia 2 de Outubro Cândido dos Reis reúne-se com Oficiais Republicanos, com a Alta Venda Carbonária.
Miguel Bombarda (uma das principais personagens da conspiração) tinha sido baleado e tinha falecido
Entre os monárquicos a preocupação crescia e Teixeira de Sousa foi avisado de que algo podia acontecer. Puseram a guarnição de prevenção. Nessa noite o Rei jantava com Hermes de Sousa, Presidente da República Brasileira. Este jantar foi abreviado devido ao aviso de Teixeira de Sousa.
Marcada a Revolução para a 1 da manhã. Os alvos eram o Quartel-general e o palácio das necessidades. O plano foi abandonado e fixaram-se na rotunda onde se prepararam para a defesa. Á uma da manhã no quartel da marinha os republicanos.
A notícia do suicídio de Cândido dos Reis desanimou os republicanos. A revolução estava nas mãos dos civis e a adesão popular.
As forças leais ao Rei, comandadas por Paiva Couceiro, atacaram a rotunda ao fim da manhã, sem grande sucesso.
Entretanto os navios bombardeiam o palácio das Necessidades.
A família real foge para Mafra.
Muitas pessoas confundiram a bandeira que o encarregado dos negócios da Alemanha e pensaram que o rei se tinha rendido.

O Regicidio


Dia 1 de Fevereiro de 1908, quando regressaram de uma estadia em Vila Viçosa, o D. Carlos e o príncipe D. Luís Filipe, foram assassinados no Terreiro do Paço. Costa e Buiça acabaram com a monarquia portuguesa, deixando o trono nas mãos de D. Manuel, que não tinha capacidade nem experiência de gerir uma situação politica com a queda da monarquia e a implantação da república em 5 de Outubro de 1910.
Em 21 de Maio de 1908, D. Manuel II descreveu a sua vida no “Notas Absolutamente intimas”.

A crise e a queda da monarquia

No tempo do bisavô do João, nos finais do séc. XIX houve uma crise política, económica e social muito grave. Nesta época, os preços estavam muito altos e por isso acusava-se o rei de não alterar a situação. As pessoas estavam contra o rei e por isso fazem-se grupos contra o poder. A balança comercial Portuguesa era incompleta.
As fábricas eram perto de Lisboa e do Porto e a maioria do resto da população trabalhava na agricultura. Para pagar os juros, o rei aumentava os impostos o que não agradava
à população. Alguns bancos foram à falência e muitas empresas passaram por graves crises o que agravou o descontentamento dos burgueses.
Os operários eram os que estavam mais descontentes, pois estes eram os que mais sofriam com a crise e o rei nada fazia para tentar controlar a situação.
Isto foi-se agravando e a revolução estourou.
Em 1890 Portugal não queria, nem podia entrar agora numa guerra. Isto traria muitos gastos a Portugal e não era nossa intenção acabar com anos de aliança com Inglaterra.
A contestação à monarquia e à Inglaterra cresceu muitíssimo. Fizeram-se grandes manifestações, assembleias e artigos sobre o governo. Dez estudantes na noite de 12 de Janeiro, em Lisboa, a partir do Café Martinho, organizaram a 1ª manifestação contra ultimato. Foram eles que incentivaram a criação de associações comerciais para impedir o comércio de produtos ingleses.

O Príncipe Real, tal como seu pai, tinha grande prestígio no Exército, e, sabendo das ameaças de morte a D. Carlos, jurando sempre que o matariam primeiro a ele antes que ele deixasse matar o seu pai e seu rei. O regicídio abriu caminho para a implantação revolucionária da República. O Príncipe estava com seu pai no dia 1 de Fevereiro de 1908, quando o rei foi baleado pelas costas, e morreu assassinado pela carbonária (organização terrorista republicana). O crime foi cometido quando a família real, os reis e os dois príncipes, regressavam de Vila Viçosa, passava de carruagem pelo Terreiro do paço , à esquina da Rua do Arsenal.
Foi em 31 de Janeiro de 1891, no Porto, deu-se a 1ª tentativa de implantação da república mas esta revolta fracassou.